A Câmara de Comércio Brasileira no Japão realizou nesta terça-feira um
evento para homenagear personalidades que contribuíram no incremento do
comércio bilateral entre Brasil e Japão.
O repórter Ewerthon Tobace acompanhou a cerimônia e traz mais informações diretamente do local.
O CCBJ Awards Person of the Year foi realizado no luxuoso Hotel
Imperial, na capital japonesa, e reuniu empresários e personalidades do
Brasil e do Japão.
O prêmio para o representante brasileiro foi entregue ao ex-presidente
da Petrobras, José Sergio Gabrielli. O mesmo prêmio para o representante
japonês foi entregue ao ex-presidente do Banco do Japão para Cooperação
Internacional (JBIC), Hiroshi Watanabe.
José Sergio Gabrielli é atualmente o secretário do Planejamento do
Governo Estadual da Bahia e Hiroshi Watanabe se tornou vice-presidente
do JBIC desde abril.
Gabrielli disse estar muito feliz com o prêmio e acredita que este tipo
de homenagem ajuda na promoção do intercâmbio entre os dois países.
"Esse prêmio primeiro é um reconhecimento da imporância da Petrobras no
relacionamento entre Brasil e Japão. A Petrobras tem uma longa história
de relacionamento com as empresas japonesas e com o JBIC."
Gabrielli falou também que houve um aumento progressivo dos
investimentos japoneses no Brasil nos últimos anos, após um período sem
muitos acordos entre os dois países.
"E esse aumento do investimento direto japonês agora é um pouco
diferente do que foi no passado. Ele é um investimento complementar ao
crescimento brasileiro. A economia brasileira é uma economia que está
crescendo e ela é uma economia com grandes recursos naturais, com grande
possibilidade de produzir alimentos e o Japão pode contribuir na
transferência de tecnologia, no aporte de capital e na compra de
produtos brasileiros para atender o mercado japonês."
Com o apoio da Embaixada brasileira no Japão, a CCBJ organiza o evento
anualmente para homenagear personalidades que contribuíram no incremento
do comércio entre os dois países.
Os dois troféus entregues aos premiados deste ano foram idealizados e
confeccionados pelos artistas japoneses radicados no Brasil Yutaka
Toyota e Tomie Ohtake.
O evento deveria ter sido realizado em 2011, mas em respeito às vítimas
do tsunami e do terremoto que atingiram o nordeste do Japão, ele foi
adiado para este ano.
Ewerthon Tobace, de Tóquio, para a NHK World Rádio Japão.
Escrevendo noticiário que foi publicado pela NHK(Emissora pública do Japão). Quem quer ler notícias mais recentes, siga o link NHK World
terça-feira, 29 de maio de 2012
Análise sobre a reunião de cúpula entre Mianmar e Índia
O premiê indiano Manmohan Singh participou de uma reunião de cúpula com o
presidente de Mianmar, Thein Sein, na segunda-feira, em Naypyidaw,
capital de Mianmar. Esta foi a primeira vez que um premiê da India
visita Mianmar em 25 anos e, no encontro, Singh prometeu aumentar a
assistência econômica e ajudar Mianmar a se democratizar. No Comentário
de hoje, a professora Takako Hirose, da Universidade Senshu, nos fala
sobre o significado da cúpula entre os dois países.
A professora diz que até agora a Índia evitava oferecer uma assistência plena para Mianmar, numa atitude em conformidade com a posição dos Estados Unidos e nações europeias. No entanto, com a China ativamente dando assistência ao país, a Índia decidiu que não deve ficar para trás. Assim, 5 ou 6 anos atrás, a Índia mudou sua atitude e começou a dar assistência para a infraestrutura de Mianmar. Como Mianmar começou a dar grandes passos rumo à democratização, a Índia pode agora oferecer assistência abertamente ao país, e a situação resultou na visita do premiê indiano desta vez.
A Índia passa por um rápido crescimento econômico e enfrenta uma grave escassez de energia. A falta de eletricidade é especialmente grave, e a Índia estaria sendo atraída por Mianmar, que é um país vizinho e com abundantes reservas de gás natural.
Desta vez, os dois países concordaram em abrir uma rota de ônibus entre Imphal, no nordeste da Índia, e Mandalay, na parte central de Mianmar. A Índia coloca grande importância nas relações humanas, e esta é uma medida para aprofundar o entendimento mútuo.
Enquanto isto, Mianmar indicou claramente que os investimentos indianos são bem-vindos. Até agora, Mianmar só podia depender da China. Em outras palavras, suas relações com a China eram consideravelmente vantajosas para o lado chinês. Por exemplo, num projeto de geração de energia hidroelétrica, eles construiram uma barragem e a eletricidade produzida era enviada à China. A diversificação de países fornecedores de assistência seria um grande ganho para Mianmar.
A professora diz também que não acredita que o fortalecimento das relações entre Índia e Mianmar, que está promovendo reformas, venha a causar grandes mudanças na diplomacia indiana na Ásia de forma imediata, mas que, desde o início da década de 1990, a Índia vinha adotando uma política voltada ao oriente, colocando importância na Ásia. Por isso, o sudeste da Ásia é uma região onde os interesses da China e da Índia entram em conflito. Portanto, se Mianmar e Índia intensificarem suas relações, o papel da Índia no sudeste da Ásia certamente aumentará no tocante ao equilíbrio de poder com a China.
Este foi o Comentário.
A professora diz que até agora a Índia evitava oferecer uma assistência plena para Mianmar, numa atitude em conformidade com a posição dos Estados Unidos e nações europeias. No entanto, com a China ativamente dando assistência ao país, a Índia decidiu que não deve ficar para trás. Assim, 5 ou 6 anos atrás, a Índia mudou sua atitude e começou a dar assistência para a infraestrutura de Mianmar. Como Mianmar começou a dar grandes passos rumo à democratização, a Índia pode agora oferecer assistência abertamente ao país, e a situação resultou na visita do premiê indiano desta vez.
A Índia passa por um rápido crescimento econômico e enfrenta uma grave escassez de energia. A falta de eletricidade é especialmente grave, e a Índia estaria sendo atraída por Mianmar, que é um país vizinho e com abundantes reservas de gás natural.
Desta vez, os dois países concordaram em abrir uma rota de ônibus entre Imphal, no nordeste da Índia, e Mandalay, na parte central de Mianmar. A Índia coloca grande importância nas relações humanas, e esta é uma medida para aprofundar o entendimento mútuo.
Enquanto isto, Mianmar indicou claramente que os investimentos indianos são bem-vindos. Até agora, Mianmar só podia depender da China. Em outras palavras, suas relações com a China eram consideravelmente vantajosas para o lado chinês. Por exemplo, num projeto de geração de energia hidroelétrica, eles construiram uma barragem e a eletricidade produzida era enviada à China. A diversificação de países fornecedores de assistência seria um grande ganho para Mianmar.
A professora diz também que não acredita que o fortalecimento das relações entre Índia e Mianmar, que está promovendo reformas, venha a causar grandes mudanças na diplomacia indiana na Ásia de forma imediata, mas que, desde o início da década de 1990, a Índia vinha adotando uma política voltada ao oriente, colocando importância na Ásia. Por isso, o sudeste da Ásia é uma região onde os interesses da China e da Índia entram em conflito. Portanto, se Mianmar e Índia intensificarem suas relações, o papel da Índia no sudeste da Ásia certamente aumentará no tocante ao equilíbrio de poder com a China.
Este foi o Comentário.
Embaixada da China nega alegações de espionagem
O porta-voz da Embaixada da China no Japão disse que relatos da mídia de
que o diplomata estava envolvido em espionagem não têm nenhum
fundamento.
O porta-voz da embaixada, Yang Yu, disse a repórteres na terça-feira que o primeiro-secretário retornou à China devido ao término, no fim do mês, do período de sua missão.
O porta-voz também fez referências às alegações de que o diplomata obteve o cartão de registro de estrangeiros de forma fraudulenta, dizendo que a embaixada não tem nenhum conhecimento sobre o fato.
A Embaixada da China afirmou que o primeiro-secretário começou a trabalhar em sua divisão de assuntos econômicos em Tóquio, em julho de 2007, e que ele teria ajudado a promover intercâmbio econômico.
O porta-voz da embaixada, Yang Yu, disse a repórteres na terça-feira que o primeiro-secretário retornou à China devido ao término, no fim do mês, do período de sua missão.
O porta-voz também fez referências às alegações de que o diplomata obteve o cartão de registro de estrangeiros de forma fraudulenta, dizendo que a embaixada não tem nenhum conhecimento sobre o fato.
A Embaixada da China afirmou que o primeiro-secretário começou a trabalhar em sua divisão de assuntos econômicos em Tóquio, em julho de 2007, e que ele teria ajudado a promover intercâmbio econômico.
Perfil do diplomata chinês acusado de ato ilícito no Japão
A polícia japonesa e outras autoridades disseram que o diplomata chinês
teria concluído os estudos em 1989 no departamento de língua japonesa da
Universidade de Henan, que fica na província de Henan, na China.
Depois disso, ele trabalhou na segunda divisão do Departamento Geral de Pessoal do Exército de Libertação do Povo, que estaria envolvido em atividades de espionagem fora do país.
Autoridades japonesas suspeitam que a China esteja enviando pesquisadores e engenheiros através dessas instituições como espiões envolvidos em assuntos de defesa e universidades no exterior.
O diplomata se mudou para o Japão em 1993 na qualidade de funcionário do município de Luoyang, que fica na província de Henan. Ele estava encarregado dos intercâmbios na Associação de Amizade Sino-Japonesa na cidade de Sukagawa, na província de Fukushima. Além disso, ele estudava gestão local na escola de pós-graduação da Universidade de Fukushima.
O diplomata voltou à China em 1998, mas retornou ao Japão 2 anos depois, quando ele se matriculou como estudante especial no Instituto Matsushita de Governo e Gestão, onde ele ficou próximo de pessoas que depois se tornaram ativas nos círculos políticos e de negócios do Japão.
Ele retornou mais uma vez à China, mas logo voltou ao Japão. Em 2003, ele se tornou pesquisador na Universidade de Tóquio. Em 2007, ele assumiu o posto de primeiro-secretário na embaixada chinesa em Tóquio.
Depois disso, ele trabalhou na segunda divisão do Departamento Geral de Pessoal do Exército de Libertação do Povo, que estaria envolvido em atividades de espionagem fora do país.
Autoridades japonesas suspeitam que a China esteja enviando pesquisadores e engenheiros através dessas instituições como espiões envolvidos em assuntos de defesa e universidades no exterior.
O diplomata se mudou para o Japão em 1993 na qualidade de funcionário do município de Luoyang, que fica na província de Henan. Ele estava encarregado dos intercâmbios na Associação de Amizade Sino-Japonesa na cidade de Sukagawa, na província de Fukushima. Além disso, ele estudava gestão local na escola de pós-graduação da Universidade de Fukushima.
O diplomata voltou à China em 1998, mas retornou ao Japão 2 anos depois, quando ele se matriculou como estudante especial no Instituto Matsushita de Governo e Gestão, onde ele ficou próximo de pessoas que depois se tornaram ativas nos círculos políticos e de negócios do Japão.
Ele retornou mais uma vez à China, mas logo voltou ao Japão. Em 2003, ele se tornou pesquisador na Universidade de Tóquio. Em 2007, ele assumiu o posto de primeiro-secretário na embaixada chinesa em Tóquio.
Japão define modelos de moedas comemorativas
O Ministério das Finanças do Japão escolheu os modelos de uma nova série
de moedas comemorativas. As moedas serão usadas para premiar
investidores privados que compraram títulos para ajudar na recuperação
do país após o desastre de 11 de março do ano passado.
A moeda de ouro terá o desenho de uma escola e do koinobori, a carpa comemorativa do Dia das Crianças do Japão, que simboliza o crescimento saudável das crianças. A moeda de prata terá o tsuru, uma garça de origami, a dobradura de papel tradicional do Japão, voando sobre o mar.
Os modelos das moedas foram escolhidos por meio de um concurso público pela primeira vez em 28 anos.
A moeda de ouro terá o desenho de uma escola e do koinobori, a carpa comemorativa do Dia das Crianças do Japão, que simboliza o crescimento saudável das crianças. A moeda de prata terá o tsuru, uma garça de origami, a dobradura de papel tradicional do Japão, voando sobre o mar.
Os modelos das moedas foram escolhidos por meio de um concurso público pela primeira vez em 28 anos.
Relatório de meio ambiente do governo japonês pede descontaminação de radiação o mais cedo possível
Um relatório do governo japonês diz que em breve deve ser colocado em
prática um sistema mais desenvolvido de descontaminação da área afetada
pela chuva radioativa decorrente do acidente nuclear do ano passado.
O documento oficial anual do governo japonês sobre meio-ambiente fez referência pela primeira vez aos efeitos do acidente da usina nuclear Fukushima 1. O documento diz que o acidente tornou claro que a poluição causada por substâncias nucleares é o problema mais grave na área de meio-ambiente.
Além disso, o documento diz que a contaminação radioativa está aumentando as preocupações da população não só no Japão, mas no mundo todo. Portanto, a redução dos efeitos da contaminação sobre a saúde humana e o meio ambiente é uma tarefa urgente.
O documento oficial anual do governo japonês sobre meio-ambiente fez referência pela primeira vez aos efeitos do acidente da usina nuclear Fukushima 1. O documento diz que o acidente tornou claro que a poluição causada por substâncias nucleares é o problema mais grave na área de meio-ambiente.
Além disso, o documento diz que a contaminação radioativa está aumentando as preocupações da população não só no Japão, mas no mundo todo. Portanto, a redução dos efeitos da contaminação sobre a saúde humana e o meio ambiente é uma tarefa urgente.
Empresa sul-coreana inicia construção de cais em ilha disputada por Japão e Rússia
Uma empresa de construção da Coreia do Sul revela que iniciou a
construção de um cais na ilha chamada Etorofu, uma das 4 ilhas ocupadas
pela Rússia mas reclamadas pelo Japão.
Representantes da Keumto Construction fizeram o anúncio numa coletiva de imprensa em Etorofu na terça-feira.
Eles anunciaram que começaram no domingo os trabalhos de construção do cais de 150 metros de comprimento, que foi encomendado por uma empresa local de frutos do mar.
A construção deverá ser finalizada em outubro.
Os representantes afirmam que são neutros no tocante à questão política da ilha, mas que apenas esperam que o novo cais venha a contribuir para melhorar a vida da população.
A posição do governo japonês sobre atividades econômicas de um terceiro país na ilha é a de não aprovar, porque isto justificaria o controle efetivo da Rússia no local. O governo japonês explicou sua posição à Coreia do Sul por meio de um canal diplomático.
Representantes da Keumto Construction fizeram o anúncio numa coletiva de imprensa em Etorofu na terça-feira.
Eles anunciaram que começaram no domingo os trabalhos de construção do cais de 150 metros de comprimento, que foi encomendado por uma empresa local de frutos do mar.
A construção deverá ser finalizada em outubro.
Os representantes afirmam que são neutros no tocante à questão política da ilha, mas que apenas esperam que o novo cais venha a contribuir para melhorar a vida da população.
A posição do governo japonês sobre atividades econômicas de um terceiro país na ilha é a de não aprovar, porque isto justificaria o controle efetivo da Rússia no local. O governo japonês explicou sua posição à Coreia do Sul por meio de um canal diplomático.
Assinar:
Postagens (Atom)