quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dilemas que o Japão enfrentará para o descarte de combustível nuclear gasto

O acidente na usina Fukushima 1 em março do ano passado desencadeou um amplo e variado debate sobre o futuro da energia nuclear no Japão. Ainda está em curso a discussão, que envolve largas parcelas da população. O governo pretende anunciar no mês que vem uma decisão quanto a abandonar ou continuar a utilizar a energia nuclear para a produção de eletricidade.

No Comentário desta semana, a série de cinco entrevistas O Futuro da Energia Nuclear no Japão. Nesta quarta entrevista, a opinião do professor Kazuhiro Ueta, da Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade de Kyoto sobre o descarte de combustível nuclear gasto e a dependência do país em relação à energia nuclear para a produção de eletricidade. Ueta é um especialista em economia ambiental.

- Um cuidado especial é necessário para descartar o combustível nuclear gasto por se acreditar que estes resíduos permanecem altamente radioativos por 100 mil anos ou mais. O descarte de combustível nuclear gasto é uma questão de grande importância para decidir o índice futuro da dependência do país em relação à energia nuclear na produção de eletricidade. Como o senhor encara a situação atual?

"No que se refere ao descarte de resíduos industriais em geral, o Japão tem métodos e locais definidos. Já quanto ao combustível nuclear gasto, não se definiu ainda nenhum método concreto."

"Antes do acidente de Fukushima, em 2011, o Japão tinha 54 reatores em funcionamento, e grande parte do combustível usado naqueles reatores permanece nas próprias usinas. É necessário encontrar um destino para este combustível usado, pois está se esgotando a capacidade das instalações em que está armazenado o combustível."

"O Japão tem uma política especial a respeito do reprocessamento de combustível gasto. Ela prevê que o plutônio seja extraído do combustível nuclear gasto e então misturado com urânio para a sua reciclagem como combustível nuclear. Só que este sistema não está funcionando na prática."

"Além disso, é necessário dar um destino à enorme quantidade de lixo nuclear de alto nível que se produz durante o reprocessamento. O governo japonês planeja enterrá-lo a 300 metros ou mais de profundidade, mas ainda não definiu um local."

- Depender ou não da energia nuclear afetará de algum modo a definição de um método futuro de descarte do lixo nuclear?

"Se abandonar a energia nuclear para a produção de eletricidade, o Japão poderá então se concentrar unicamente no esforço de enterrar o combustível usado no subsolo. A razão é que não será necessário reprocessar o combustível usado para a produção de novo combustível, uma vez que se resolva o local onde ele será enterrado."

"Se o Japão continuar a usar, pelo menos em certa proporção, a energia nuclear para a produção de eletricidade, haverá duas medidas a tomar: reprocessar o combustível e enterrá-lo. Só que o país enfrentará então um novo problema, caso continue assim a depender da energia nuclear, porque a quantidade de combustível gasto continuará a aumentar. Está próxima do limite a capacidade das atuais instalações de armazenamento. Provavelmente será necessário construir novas instalações para o reprocessamento. Se o Japão enterrar no subsolo o combustível gasto, não será suficiente um único local. Serão necessários locais adicionais."

Dilemas que o Japão enfrentará para o descarte de combustível nuclear gasto

O acidente na usina Fukushima 1 em março do ano passado desencadeou um amplo e variado debate sobre o futuro da energia nuclear no Japão. Ainda está em curso a discussão, que envolve largas parcelas da população. O governo pretende anunciar no mês que vem uma decisão quanto a abandonar ou continuar a utilizar a energia nuclear para a produção de eletricidade.

No Comentário desta semana, a série de cinco entrevistas O Futuro da Energia Nuclear no Japão. Nesta quarta entrevista, a opinião do professor Kazuhiro Ueta, da Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade de Kyoto sobre o descarte de combustível nuclear gasto e a dependência do país em relação à energia nuclear para a produção de eletricidade. Ueta é um especialista em economia ambiental.

- Um cuidado especial é necessário para descartar o combustível nuclear gasto por se acreditar que estes resíduos permanecem altamente radioativos por 100 mil anos ou mais. O descarte de combustível nuclear gasto é uma questão de grande importância para decidir o índice futuro da dependência do país em relação à energia nuclear na produção de eletricidade. Como o senhor encara a situação atual?

"No que se refere ao descarte de resíduos industriais em geral, o Japão tem métodos e locais definidos. Já quanto ao combustível nuclear gasto, não se definiu ainda nenhum método concreto."

"Antes do acidente de Fukushima, em 2011, o Japão tinha 54 reatores em funcionamento, e grande parte do combustível usado naqueles reatores permanece nas próprias usinas. É necessário encontrar um destino para este combustível usado, pois está se esgotando a capacidade das instalações em que está armazenado o combustível."

"O Japão tem uma política especial a respeito do reprocessamento de combustível gasto. Ela prevê que o plutônio seja extraído do combustível nuclear gasto e então misturado com urânio para a sua reciclagem como combustível nuclear. Só que este sistema não está funcionando na prática."

"Além disso, é necessário dar um destino à enorme quantidade de lixo nuclear de alto nível que se produz durante o reprocessamento. O governo japonês planeja enterrá-lo a 300 metros ou mais de profundidade, mas ainda não definiu um local."

- Depender ou não da energia nuclear afetará de algum modo a definição de um método futuro de descarte do lixo nuclear?

"Se abandonar a energia nuclear para a produção de eletricidade, o Japão poderá então se concentrar unicamente no esforço de enterrar o combustível usado no subsolo. A razão é que não será necessário reprocessar o combustível usado para a produção de novo combustível, uma vez que se resolva o local onde ele será enterrado."

"Se o Japão continuar a usar, pelo menos em certa proporção, a energia nuclear para a produção de eletricidade, haverá duas medidas a tomar: reprocessar o combustível e enterrá-lo. Só que o país enfrentará então um novo problema, caso continue assim a depender da energia nuclear, porque a quantidade de combustível gasto continuará a aumentar. Está próxima do limite a capacidade das atuais instalações de armazenamento. Provavelmente será necessário construir novas instalações para o reprocessamento. Se o Japão enterrar no subsolo o combustível gasto, não será suficiente um único local. Serão necessários locais adicionais."

Premiê japonês pede retratação do presidente sul-coreano

O premiê japonês Yoshihiko Noda afirmou que seu governo vai requerer que o Presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-Bak, apresente desculpas formais ao Japão.

Lee havia declarado na semana passada que, se o imperador do Japão deseja visitar a Coreia do Sul, ele deve pedir desculpas sinceras ao povo coreano pelas pessoas que morreram lutando pela independência da Coreia do Sul.

Na quinta-feira, Noda disse, perante o Comitê de Orçamento da Câmara Baixa do Parlamento japonês, que a declaração do presidente sul-coreano está longe do senso comum. Noda disse que seu governo pedirá retratação e desculpas formais da parte da Coreia do Sul. Ele acrescentou que Seul ficará ciente de sua opinião já na quinta-feira, pois o assunto foi trazido ao Parlamento.

Câmara Baixa do Parlamento japonês vai adotar resoluções condenando visitas feitas a ilhas sob disputa

A Câmara Baixa do Parlamento japonês vai adotar resoluções condenando a visita do presidente da Coreia do Sul às ilhas Takeshima e o desembarque de ativistas de Hong Kong em uma das ilhas Senkaku.

Na quinta-feira, o comitê de coordenação da Câmara Baixa concordou em adotar as resoluções em questão durante a sessão plenária da câmara de sexta-feira.

A ideia foi proposta pelo situacionista Partido Democrata, em resposta à visita do presidente sul-coreano Lee Myung-bak às ilhas Takeshima, no Mar do Japão, em 10 de agosto, e ao desembarque dos ativistas de Hong Kong na ilha de Uotsuri, no Mar da China Oriental, no dia 15.

Coreia do Sul não consegue devolver carta enviada por premiê japonês

A Coreia do Sul não conseguiu devolver ao lado japonês, conforme o planejado, uma carta enviada pelo primeiro-ministro do Japão, Yoshiko Noda.

Na tarde de quinta-feira, o governo sul-coreano designou um diplomata lotado em Tóquio que se dirigisse ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão para devolver a carta.

Em uma missiva endereçada ao presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, o premiê Noda pedia a solução pacífica no tocante à disputa bilateral envolvendo um grupo de ilhas situado no Mar do Japão.

O diplomata sul-coreano chegou ao prédio da chancelaria japonesa por volta das 15h30, mas foi barrado pelos guardas na entrada.

Segundo a embaixada da Coreia do Sul, o diplomata requisitou aos guardas a realização de uma reunião com algum funcionário encarregado, mas acabou sendo impedido por eles de entrar no prédio. A alegação era de que havia necessidade de se marcar a visita com antecedência.

O diplomata sul-coreano deixou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão um pouco antes das 17h, sem ter conseguido se encontrar com ninguém.

Premiê japonês diz que reação sul-coreana foi insensata

O premiê japonês, Yoshihiko Noda, criticou a Coreia do Sul por esta ter decidido devolver a carta enviada por ele pedindo a solução pacífica da disputa bilateral envolvendo um grupo de ilhas no Mar do Japão.

Na quinta-feira, Noda afirmou, perante o Comitê de orçamento da Câmara Baixa do Parlamento, que a devolução de uma carta enviada pelo dirigente de um país demonstra completa insensatez. Ele também disse que o Japão está tentando reagir com calma, mas que o lado sul-coreano perdeu a serenidade.

Questionado a respeito da possibilidade de dialogar com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, paralelamente à reunião de cúpula da APEC no próximo mês, Noda afirmou que não pode responder essa questão agora. Ele acrescentou que seu governo precisa aguardar para verificar se a Coreia do Sul estará tranquilizada o suficiente para levar adiante um diálogo entre os dois países.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Curiosity envia imagem panorâmica colorida de Marte

O veículo de exploração dos EUA enviado a Marte, o Curiosity, mandou de volta à Terra a primeira foto panorâmica colorida da cratera em que pousou.

O Curiosity enviou uma série de imagens compactadas aproximadamente às 6:00, horário mundial, no seu terceiro dia em Marte.

Colocadas em sequência, as imagens revelam uma vista de 360 graus do topo da Cratera de Gale, semelhante a uma montanha, à esquerda e de um pico de 5.500 metros, chamado de Monte Sharp, no centro.