terça-feira, 7 de agosto de 2012

Empresa japonesa condenada a pagar indenização por morte causada por amianto

Um tribunal japonês determinou pela primeira vez que uma empresa é responsável pelos problemas de saúde das pessoas que viviam nas proximidades de sua fábrica que lidava com amianto.

Familiares de um homem que morreu de um tipo de câncer chamado mesotelioma alegaram que a fabricante de maquinários Kubota não havia tomado medidas para evitar os danos causados pelo amianto apesar dos riscos serem conhecidos desde o final da década de 1950. A vítima vivia perto da fábrica da Kubota em Amagasaki, no oeste japonês.

Na Corte Distrital de Kobe, na terça-feira, o juiz Yoshihiro Konishi reconheceu que a morte do homem foi causada pelo amianto da fábrica, que ficava a cerca de 200 metros do local onde o homem trabalhou por muitos anos.

O juíz ordenou que a Kubota pagasse mais de 400 mil dólares em indenização à família do morto.

Contudo ele acrescentou que o governo não é responsável, dizendo que este não fez nada ilegal ao não aprovar uma lei em 1975, para evitar danos causados por amianto. Mais de 600 pessoas em todo o Japão estão pedindo indenizações por problemas de saúde causados por amianto.

População do Japão cai pelo terceiro ano consecutivo

A população do Japão caiu pelo terceiro ano consecutivo. O Ministério do Interior informou que a população estava, ao fim de março, ligeiramente acima de 126 milhões e 659 mil, ou seja, 263.700 a menos em relação a março do ano passado.

O número de nascimentos atingiu uma queda recorde desde que se iniciou a coleta de dados em 1980. O número de mortes apresentou uma alta recorde: de abril de 2011 a março de 2012, aproximadamente 1 milhão e 50 mil crianças nasceram e mais de 1 milhão e 250 mil pessoas morreram.

A população de 40 das 47 províncias do Japão sofreu queda. A população de Fukushima caiu em mais de 44.000. O número de pessoas que se mudaram da província foi quase o triplo do ano anterior, devido ao terremoto e ao tsunami de 11 de março de 2011 seguidos do acidente nuclear. A população de Tóquio aumentou em aproximadamente 36.000.

Tendências da diplomacia norte-coreana

No Comentário de hoje, o professor Hideshi Takesada, da Universidade Yonsei da Coreia do Sul, nos fala sobre a visita de Kim Yong Nam, o segundo homem na hierarquia norte-coreana ao Vietnã.

Perguntamos a respeito dos bastidores desta visita.

O comentarista explica que, desde que o primeiro-secretário do Partido dos Trabalhadores Kim Jong Un tornou-se líder do Estado, a Coreia do Norte ficou mais ativa diplomaticamente. Em maio deste ano, o presidente da Assembléia Suprema do Povo, Kim Yong Nam, visitou Cingapura e a Indonésia.

A "internacionalização" é um dos slogans da Coreia do Norte. O comentarista diz que ouviu dizer que esse slogan passou a ser usado, em julho, e que acredita que Pyongyang esteja querendo mudar a sua imagem perante a comunidade internacional, por meio de diversas atividades no cenário internacional e da melhora das relações com outros países.

Como a agricultura é a principal atividade econômica do Vietnã, o país pode fornecer assistência alimentar em grãos à Coreia do Norte.
As reformas econômicas do Vietnã também tiveram sucesso graças à sua política Doi Moi. A Coreia do Norte estaria também em busca desse know-how econômico.

Questionado sobre o tipo de diplomacia que a Coreia do Norte deve adotar em relação ao Japão, o comentarista diz que Kim Jong Un aparentemente tem interesse e uma boa impressão da cultura japonesa. Sendo assim, existe a possibilidade de uma melhora considerável nas relações entre Tóquio e Pyongyang no futuro, dependendo da reação japonesa.

Recentemente, a Coreia do Norte notificou o Japão de que havia definido o local onde seriam enterrados os restos mortais dos japoneses que pereceram na Segunda Guerra Mundial. Sendo diferente da era de Kim Jong Il, Pyongyang não tem apenas a questão dos sequestros para resolver. Para melhorar os laços bilaterais, a Coreia do Norte pode estar considerando fazer pequenas concessões, caso as relações com o Japão não melhorem por causa da questão dos sequestros.

Também há a possibilidade de que a Coreia do Norte apresente algo mais no tocante à questão nuclear e de mísseis, algo além do que havia sugerido até agora, como novas propostas e a revelação de informações adicionais.

A melhora das relações entre o Vietnã e a Coreia do Norte não diz respeito apenas à região do sudeste da Ásia, mas também indica o próximo passo de Kim Jong Un nas relações entre a Coreia do Norte com o Japão ou com a comunidade internacional. Os acontecimentos precisam ser seguidos de perto.

Este foi o Comentário.

Vietnã vai enviar 5 mil toneladas de arroz à Coreia do Norte

O Vietnã prometeu enviar 5 mil toneladas de arroz à Coreia do Norte, com o objetivo de ajudar a aliviar a escassez de alimentos provocada pelas enchentes que atingiram o território norte-coreano no mês passado.

A promessa foi feita pelo presidente vietnamita, Truong Tan Sang, durante uma reunião com Kim Yong Nam, presidente da Assembleia Suprema do Povo e segundo homem na hierarquia da Coreia do Norte. O encontro ocorreu na segunda-feira, em Hanói.

Segundo a TV estatal do Vietnã, o presidente vietnamita sugeriu que a Coreia do Norte envie delegações da área econômica com mais frequência ao Vietnã para aprender a estabilizar a economia do país. Kim Yong Nam, por sua vez, teria agradecido o convite.

Truong Tan Sang afirmou ainda que o Vietnã quer a Península Coreana livre de armas nucleares.

Funcionários da Cruz Vermelha do Japão e da Coreia do Norte se encontram em Pequim

Representantes da Cruz Vermelha do Japão e da Coreia do Norte planejam um encontro em Pequim.

A Agência Central Coreana de Notícias, controlada pelo Estado norte-coreano, revelou na terça-feira que 3 representantes de cada lado irão se encontrar por 2 dias a partir de quinta-feira.

A Sociedade Cruz Vermelha do Japão afirma que eles irão discutir o retorno dos restos mortais de japoneses que morreram na Coreia do Norte quando voltavam ao Japão por volta do fim da Segunda Guerra Mundial. A possibilidade de permitir que familiares dos mortos visitem os cemitérios norte-coreanos, também está na agenda do encontro.

Será a primeira vez que conversações do tipo serão realizadas em 10 anos.

Partido oposicionista japonês concorda em votar projeto de aumento de impostos

O maior partido de oposição do Japão, o Liberal Democrático, concordou em votar, na quarta-feira, um projeto de lei controverso sobre aumento de impostos.

A decisão foi tomada durante um encontro entre líderes do partido na terça-feira.

Anteriormente, o Partido Liberal Democrático ameaçava propor uma moção de censura contra o primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, caso ele não prometesse dissolver a Câmara Baixa antes da proposta votação.

No entanto, o partido cedeu e concordou com uma proposta do governista Partido Democrata do Japão de votar o projeto num comitê especial da Câmara Alta na quarta-feira.

Atualmente, o projeto de lei que busca dobrar o imposto sobre o consumo até o ano de 2015 está em discussão na Câmara Alta, depois de já ter sido aprovado na Câmara Baixa.

Alguns funcionários de alto escalão do Partido Liberal Democrático expressaram sua preocupação com a reação do público caso o partido de oposição cancele um acordo anterior com os Democratas para apoiar o aumento do imposto.

Os executivos do partido deixaram a questão a respeito de submeter a moção de censura contra Noda a critério do líder do partido Sadakazu Tanigaki.

Em uma movimentação paralela, vários partidos de oposição submeteram uma moção de não-confiança contra o gabinete do primeiro-ministro Noda na terça-feira.

O Partido Liberal Democrático está considerando submeter uma moção de não-confiança em separado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Toyota deve produzir mais de 10 milhões de veículos este ano

A Toyota Motor planeja produzir, em todo o mundo, mais de 10 milhões de unidades este ano. O número é superior ao nível de produção recorde registrado em 2007 antes do colapso da Lehman Brothers.

A montadora tomou a decisão após aumentar a sua produção no primeiro semestre deste ano, em uma tentativa de compensar a queda registrada após o desastre no nordeste do Japão e as enchentes na Tailândia no ano passado.

A empresa prevê que as vendas vigorosas de seus veículos vão continuar, principalmente na América do Norte e em economias emergentes.