quarta-feira, 25 de julho de 2012

Japão forma equipe para avaliar nível de segurança do avião de transporte Osprey

O governo japonês criou um painel de especialistas para fazer uma avaliação própria do nível de segurança do avião americano de transporte militar Osprey.

O ministro da Defesa, Satoshi Morimoto, presidiu a primeira reunião da equipe no Ministério da Defesa, na quarta-feira.

Uma série de acidentes envolvendo o Osprey, incluindo um ocorrido no Marrocos, em abril passado, e outro na Flórida, em junho, desencadeou inquietações no Japão no tocante ao planejado deslocamento do avião militar para bases americanas no país.

Preocupações estão aumentando quanto à segurança do Osprey, em antecipação ao seu deslocamento para a base aérea de Futenma, dos fuzileiros navais americanos, em Okinawa.

A equipe recém-formada, que é liderada pelo vice-diretor-geral de Políticas de Defesa do Ministério da Defesa, Tetsuro Kuroe, planeja visitar os Estados Unidos dentro de algumas semanas para entrevistar funcionários militares americanos sobre a causa de acidentes ocorridos com a aeronave e medidas para evitar a recorrência dos incidentes.

Análise sobre as condições atuais e futuras da economia japonesa

No Comentário de hoje, o economista Yasuo Yamamoto, do Instituto de Pesquisas Mizuho, nos fala sobre as condições atuais e futuras da economia japonesa, tendo como referência diferentes indicadores.

As estatísticas sobre comércio exterior dos seis primeiros meses deste ano, que foram divulgadas na quarta-feira, apontam o maior déficit já registrado pelo país. Perguntamos ao economista como ele analisa a tendência futura de equilíbrio do comércio japonês.

Ele diz que a principal causa do déficit seria o aumento do volume de importações de gás natural liquefeito, já que praticamente todas as usinas nucleares do Japão estão fora de operação, além de que o preço do petróleo encontra-se elevado.

No entanto, o custo do petróleo estaria começando a apresentar queda. Além disso, caso as operações de um grande número de usinas nucleares fossem retomadas, as importações de gás natural interromperiam a tendência de aumento. Assim, o economista diz acreditar que o déficit comercial poderia diminuir.

Quanto às exportações, ele diz que tem crescido as de automóveis, mas, na verdade, o aumento geral do volume exportado teria sido principalmente derivado da recuperação de estoques no exterior. Esses estoques haviam apresentado queda logo depois da ocorrência do terremoto de março de 2011 e das enchentes na Tailândia em outubro e novembro do mesmo ano. Os estoques no exterior apresentaram recuperação e, dessa maneira, as exportações de automóveis vão provavelmente apresentar menos vigor a partir de agora.

De uma forma geral, as exportações estão crescendo lentamente. Assim, mesmo que o déficit diminua, o equilíbro comercial ainda deve permanecer negativo por um tempo.

Quanto às condições domésticas, o relatório econômico mensal do governo japonês referente a julho, que foi divulgado na segunda-feira, demonstrou que a economia do país está em um processo de recuperação moderada. Isso se deve à demanda criada pelos esforços de reconstrução depois do desastre do ano passado. Perguntamos ao economista qual seria a direção que a economia japonesa deve provavelmente seguir no futuro.

Ele diz que as demandas relativas à reconstrução vão continuar. De acordo com ele, essa tendência econômica positiva deve ser mantida até o segundo trimestre do próximo ano. As obras públicas de reconstrução, como estradas e pontes, estão sendo feitas de forma sustentada. No entanto, as obras que envolvem acordos de direitos de propriedade, como a transferência de moradores para regiões mais altas, estão atrasadas. Assim, as necessidades de reconstrução devem estimular a economia de maneira apenas moderada.

De acordo com o economista, no momento, seria importante satisfazer as necessidades de reconstrução de maneira sustentada e recuperar os volumes de investimentos das empresas japonesas. Ele conclui dizendo que, para tanto, o governo deve deixar clara a sua futura política econômica.

Este foi o Comentário.

Japão registra déficit comercial recorde no primeiro semestre do ano

O Japão registrou um déficit comercial recorde no primeiro semestre deste ano. Isso ocorre em meio à morosidade no crescimento das exportações, causada pela desaceleração econômica global e pelo disparo nas importações de gás natural para suprir as usinas de energia térmica do país.

Na quarta-feira, o Ministério das Finanças divulgou um relatório preliminar, segundo o qual o déficit comercial no período de janeiro a junho foi de cerca de 37 bilhões de dólares. Trata-se de um valor recorde para o período, desde que dados nesse sentido se tornaram disponíveis em 1979.

As exportações atingiram cerca de 417 bilhões de dólares, ou seja, com um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um crescimento nas exportações de automóveis para os Estados Unidos e outros países, mas a demanda por produtos como componentes eletrônicos registrou queda.

Já as importações subiram 7,4%, atingindo cerca de 454 bilhões de dólares. A alta nos preços do petróleo bruto contribuiu para esse quadro.

Segundo o Ministério das Finanças, o impacto das tendências econômicas mundiais sobre as exportações do Japão será monitorado de perto.

Fissuras subterrâneas sob usina nuclear japonesa não são avaliadas por mais de 25 anos

A fissura localizada abaixo da usina nuclear de Shika, que há 25 anos havia sido considerada segura, não foi avaliada desde então.

A companhia de eletricidade Hokuriku, que é a operadora da usina de Shika, entrou com pedido de permissão para a construção do reator número 1 da usina em janeiro de 1987.

A companhia assegurou que sete fissuras subterrâneas na região, incluindo aquela localizada abaixo da usina, não apresentavam perigo. O Ministério da Indústria, que é o responsável por usinas nucleares, concordou com a posição da companhia, com base em avaliações próprias de segurança.

A avaliação ganhou o respaldo de especialistas externos e também da Comissão de Segurança Nuclear em maio de 1988.

Companhia de Energia Elétrica de Hokuriku apresenta plano de avaliação de fissura sob usina nuclear

A operadora de uma usina de energia nuclear do Japão, situada na província de Ishikawa, na costa do Mar do Japão, informou ao governo central seu plano de investigar uma fissura existente abaixo de sua instalação para determinar se se trata de uma falha tectônica ativa.

A companhia submeteu o plano, na quarta-feira, à Agência de Segurança Nuclear e Industrial que fizera a solicitação para a adoção de tal medida.

Na semana passada, um painel do governo constituído de especialistas dissera que uma ruptura de 300 metros de comprimento, existente a cerca de 250 metros abaixo do reator No.1 da usina de energia nuclear de Shika, muito provavelmente seria uma falha tectônica ativa, mas ressaltou que uma avaliação maior se torna necessária.

Os dois reatores da usina estão atualmente fora de operação para inspeções regulares.

A companhia disse que tenciona iniciar a investigação no mês que vem, através da perfuração de um túnel embaixo do edifício do reator para determinar a extensão da fissura e também quando o subsolo se deslocou no passado.

A operadora da usina disse ainda que tenciona solicitar aos especialistas a realização de uma avaliação in-loco.

Os resultados serão relatados ao governo depois do fim da investigação, em janeiro vindouro.

Governador da província de Fukui aprova monitoramento do reator nuclear de Ooi

O governador da província japonesa de Fukui deu boas-vindas à decisão de implementação de sistemas de monitoramento da usina nuclear de Ooi, que reiniciou suas operações neste mês.

O governador Issei Nishikawa, comentou o reinício das operações totais do reator 4 da usina, no início de quarta-feira, em seguida à reativação do reator 3, também da mesma usina, no início deste mês.

Os dois reatores foram os primeiros a serem reativados depois de todos terem sido colocados fora de operação no Japão, em seguida ao acidente ocorrido no ano passado na usina nuclear Fukushima 1.

Funcionários do governo central e do governo da província de Fukui monitoram a usina de Ooi em tempo integral, juntamente com engenheiros da Companhia de Energia Elétrica de Kansai.

O governador disse que o sistema de monitoramento foi capaz de passar de maneira efetiva informações sobre o reinício da operação dos reatores e sobre os procedimentos de segurança.

Ele acrescentou que o governo deveria lançar um novo organismo regulador do setor de energia nuclear, o mais rápido possível.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Crise da dívida européia continua a afetar Bolsa de Valores de Tóquio

A Bolsa de Valores de Tóquio continua a ser afetada pela contínua crise da dívida da Europa.

Em Tóquio, a média Nikkei de 225 ações selecionadas chegou a 8.488, num recuo de 0,2%, em relação ao fechamento da segunda-feira, marcando a primeira queda para menos de 8.500 pela primeira vez desde o início de junho.