quarta-feira, 25 de julho de 2012

Fissuras subterrâneas sob usina nuclear japonesa não são avaliadas por mais de 25 anos

A fissura localizada abaixo da usina nuclear de Shika, que há 25 anos havia sido considerada segura, não foi avaliada desde então.

A companhia de eletricidade Hokuriku, que é a operadora da usina de Shika, entrou com pedido de permissão para a construção do reator número 1 da usina em janeiro de 1987.

A companhia assegurou que sete fissuras subterrâneas na região, incluindo aquela localizada abaixo da usina, não apresentavam perigo. O Ministério da Indústria, que é o responsável por usinas nucleares, concordou com a posição da companhia, com base em avaliações próprias de segurança.

A avaliação ganhou o respaldo de especialistas externos e também da Comissão de Segurança Nuclear em maio de 1988.

Companhia de Energia Elétrica de Hokuriku apresenta plano de avaliação de fissura sob usina nuclear

A operadora de uma usina de energia nuclear do Japão, situada na província de Ishikawa, na costa do Mar do Japão, informou ao governo central seu plano de investigar uma fissura existente abaixo de sua instalação para determinar se se trata de uma falha tectônica ativa.

A companhia submeteu o plano, na quarta-feira, à Agência de Segurança Nuclear e Industrial que fizera a solicitação para a adoção de tal medida.

Na semana passada, um painel do governo constituído de especialistas dissera que uma ruptura de 300 metros de comprimento, existente a cerca de 250 metros abaixo do reator No.1 da usina de energia nuclear de Shika, muito provavelmente seria uma falha tectônica ativa, mas ressaltou que uma avaliação maior se torna necessária.

Os dois reatores da usina estão atualmente fora de operação para inspeções regulares.

A companhia disse que tenciona iniciar a investigação no mês que vem, através da perfuração de um túnel embaixo do edifício do reator para determinar a extensão da fissura e também quando o subsolo se deslocou no passado.

A operadora da usina disse ainda que tenciona solicitar aos especialistas a realização de uma avaliação in-loco.

Os resultados serão relatados ao governo depois do fim da investigação, em janeiro vindouro.

Governador da província de Fukui aprova monitoramento do reator nuclear de Ooi

O governador da província japonesa de Fukui deu boas-vindas à decisão de implementação de sistemas de monitoramento da usina nuclear de Ooi, que reiniciou suas operações neste mês.

O governador Issei Nishikawa, comentou o reinício das operações totais do reator 4 da usina, no início de quarta-feira, em seguida à reativação do reator 3, também da mesma usina, no início deste mês.

Os dois reatores foram os primeiros a serem reativados depois de todos terem sido colocados fora de operação no Japão, em seguida ao acidente ocorrido no ano passado na usina nuclear Fukushima 1.

Funcionários do governo central e do governo da província de Fukui monitoram a usina de Ooi em tempo integral, juntamente com engenheiros da Companhia de Energia Elétrica de Kansai.

O governador disse que o sistema de monitoramento foi capaz de passar de maneira efetiva informações sobre o reinício da operação dos reatores e sobre os procedimentos de segurança.

Ele acrescentou que o governo deveria lançar um novo organismo regulador do setor de energia nuclear, o mais rápido possível.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Crise da dívida européia continua a afetar Bolsa de Valores de Tóquio

A Bolsa de Valores de Tóquio continua a ser afetada pela contínua crise da dívida da Europa.

Em Tóquio, a média Nikkei de 225 ações selecionadas chegou a 8.488, num recuo de 0,2%, em relação ao fechamento da segunda-feira, marcando a primeira queda para menos de 8.500 pela primeira vez desde o início de junho.

Treinamento para situações de desastres foi realizado na usina nuclear de Onagawa, Japão

Uma companhia de energia elétrica do Japão realizou, na sua usina nuclear na província de Miyagi, um treinamento para emergências em casos de tsunami. Miyagi foi atingida pelo desastre do ano passado.

A Companhia de Energia Elétrica de Tohoku baseou o treinamento de terça-feira em um cenário envolvendo um terremoto de magnitude 9 ao largo da costa de Miyagi, seguido de um tsunami que atinge a usina de Onagawa.

China elege prefeito de nova cidade do Mar da China Meridional

Foi eleito o prefeito da nova cidade chinesa de Sansha, cujo território inclui partes do Mar da China Meridional.

Autoridades chinesas estabeleceram a cidade de Sansha na semana passada, como uma maneira de integrar a administração de diferentes grupos de ilhas, incluindo as Spratly e as Paracel.

Países do sudeste asiático, como as Filipinas e o Vietnã, reivindicam soberania sobre as ilhas.

Jal revela sistema de medição de CO2 à mídia

A Japan Airlines mostrou à mídia um de seus aviões comerciais equipado com um aparelho para medir o dióxido de carbono na atmosfera.

A Jal faz parte de uma parceria de um projeto de 7 anos chamado Rede Abrangente de Monitoração para a Identificação de Gases por uma aeronave. Outros participantes incluem o Instituto de Pesquisas Meteorológicas do Japão e o Instituto Nacional de Estudos Ambientais.

A Jal revelou a aeronave equipada com o aparelho de medição no aeroporto de Haneda em Tóquio na terça-feira, um dia antes dela começar a operar voos internacionais.

Usando aviões que fazem voos regulares em rotas internacionais para o projeto, o índice de CO2 pode ser coletado em volta do planeta quase todos os dias, em comparação à coleta mensal que era feita por meio do uso de voos fretados ou balões.

Pesquisadores das mudanças climáticas de 14 países têm acesso aos dados coletados em voos passados. A informação ajudou cientistas a descobrir que quando os níveis de CO2 sobem no hemisfério norte, eles também sobem no hemisfério sul.