terça-feira, 24 de julho de 2012

Toyota realocará parte de sua produção de SUV para o Canadá

A Toyota Motor declarou que está realocando a produção do SUV Lexus, seu campeão de vendas na categoria, para o Canadá.

A fabricante de veículos está revisando seus planos globais de produção, pois com o iene forte, as exportações continuam caindo.

A decisão afetará o SUV RX, o modelo norte-americano da Lexus mais vendido fora do Japão.

A capacidade de produção de aproximadamente 30.000 unidades será deslocada da província de Fukuoka, oeste do Japão. A fábrica de Fukuoka produziu 250.000 Lexus no último ano fiscal.

A Toyota atualmente monta a maior parte dos veículos Lexus no Japão, incluindo aqueles destinados à exportação.

A transferência da produção do Lexus será programada para coincidir com uma expansão da capacidade da fábrica canadense no início de 2014.

O plano também cobre o RAV4, outro popular SUV. A produção do novo modelo RAV4 para o mercado russo também será realocada da província de Aichi, Japão central, para o Canadá.

A fabricante de automóveis disse que continuará a produzir 3 milhões de unidades por ano no Japão, a fim de proteger o mercado de trabalho interno e estimular o conhecimento técnico.

Relatório da Defesa do Japão enfoca atividade naval da China

O Ministério da Defesa do Japão declarou que a atividade naval da China é uma questão que preocupa gravemente o leste asiático e o resto da comunidade internacional.

O ministério afirmou, em seu relatório deste ano, que o orçamento do setor de Defesa da China foi multiplicado em cerca de 30 vezes nos últimos 24 anos. Funcionários acreditam que parte do aumento se destina à construção de porta-aviões.

Além disso, o ministério diz que a China está enviando com mais frequência navios de guerra ao Mar do Leste da China, onde estão as Ilhas Senkaku, do Japão, e também ao Mar do Sul da China com mais frequência.

O documento manifesta receios no tocante à relutância chinesa em revelar informações militares.

Também diz que a Rússia vem aumentando suas atividades militares no mar ao largo do Japão.

O Ministério da Defesa emite um relatório todos os anos. O documento inclui a visão ministerial a respeito das condições de segurança do Japão e os princípios-chave das políticas iminentes de Defesa.

O relatório será divulgado ao público após ser submetido ao gabinete japonês no final deste mês.

Estados Unidos e China discutem direitos humanos

Estados Unidos e China iniciaram 2 dias de conversações sobre direitos humanos. A agenda deverá incluir a questão do Tibete e o caso do dissidente cego Chen Guangcheng.

O secretário-assistente do Estado dos Estados Unidos, Michael Posner, e o diretor-geral para Organizações e Conferências Internacionais da Chancelaria da China, Chen Xu, participam das conversações a portas fechadas. A reunião teve início na segunda-feira em Washington.

Victoria Nuland, porta-voz do Departamento do Estado dos Estados Unidos, disse à imprensa que os 2 lados discutirão o direito, a justiça para indivíduos, igualdade e o Tibete. Um número de tibetanos recentemente ateou fogo no corpo em protesto à opressão chinesa sobre suas atividades religiosas.

OMC investiga práticas comerciais da China

No Comentário de hoje, Hikaru Hiranuma, pesquisador da Fundação Tóquio, nos fala sobre o painel criado pela Organização Mundial do Comércio para investigar as práticas chinesas no tocante aos metais do tipo terras-raras.

Perguntamos como ele avalia a queixa apresentada na OMC.

O comentarista diz que ela tem bastante peso. Essa questão dos metais terras-raras não pode ser resolvida por meio de conversações bilaterais. Ela não pode nem mesmo ser resolvida por meio de conversações multilaterais, mesmo que os Estados Unidos ou a União Europeia dialoguem com os países envolvidos. É um tipo de questão que precisa ser resolvida de acordo com regras internacionais, ou seja, pela Organização Mundial do Comércio.

Os metais terras-raras são um dos metais indispensáveis para a economia e indústrias do Japão. Por exemplo, quando usados em motores de carros elétricos, a força magnética passa a ser 10 vezes maior que a de um motor convencional. Estes metais também são muito importantes para a segurança nacional dos Estados Unidos. Por exemplo, eles são necessários em aparelhos para a orientação de mísseis.

Em relação aos diferentes minerais, o magnésio e o manganês, o órgão de apelação da OMC julgou em janeiro deste ano que as restrições chinesas de exportação violam o direito internacional.
Portanto, existe uma grande possibilidade de que a OMC emita uma decisão para que a China melhore suas práticas comerciais para estes tipos de metais. É um entendimento internacional de que um país que é membro da OMC deve respeitar as regras do organismo de todas as maneiras. Se um país violar estas regras, isto obviamente afeta a confiabilidade deste país. Quando a decisão da OMC for apresentada, ela será plenamente considerada pela China.

Este foi o Comentário.

OMC vai examinar restrições chinesas sobre exportações de terras-raras

A Organização Mundial do Comércio, OMC, constituiu um painel para examinar as restrições estabelecidas pela China sobre as exportações de metais terras-raras.

Japão, Estados Unidos e representantes da União Europeia apresentaram, no mês passado, o pedido de análise do caso contra a China. Afirma-se que as restrições chinesas violaram as regras da OMC ao manterem os preços altos.

A China é responsável por mais de 90% da produção total de terras-raras.

Membros do governo chinês dizem que a política é justificável, pois objetiva proteger os recursos naturais e o meio ambiente da China.

O painel da OMC planeja emitir a decisão por volta do segundo semestre do próximo ano.

Em janeiro, o Órgão de Apelação da OMC declarou injustas as limitações chinesas sobre as exportações de metais, incluindo os terras-raras, depois de uma reclamação apresentada pelos Estados Unidos e pela União Europeia em 2009.

Ministro da Defesa do Japão vai dar explicações sobre o Osprey em Okinawa

O ministro da Defesa do Japão, Satoshi Morimoto, afirmou que planeja dar uma rápida explicação ao governo de Okinawa sobre os resultados de suas conversações com autoridades americanas a respeito da segurança do avião militar Osprey dos Estados Unidos.

Morimoto vai visitar os Estados Unidos a partir de 3 de agosto para se encontrar com o secretário de Defesa Leon Panetta e outras autoridades.

Na terça-feira, o ministro japonês declarou à imprensa que espera realizar uma breve explicação sobre os resultados das conversações ao governador de Okinawa, Hirokazu Nakaima.

Doze unidades do Osprey chegaram na segunda-feira à base de Iwakuni dos fuzileiros navais americanos, localizada na província de Yamaguchi, às vésperas de seu posicionamento na base aérea americana de Futenma, localizada em Okinawa.

Espera-se que nos Estados Unidos Satoshi Morimoto busque por explicações sobre as causas dos acidentes e medidas para evitar uma reincidência.

O ministro da Defesa do Japão pode ainda experimentar um voo a bordo do Osprey.

Painel nipo-americano vai discutir aeronaves Osprey

Um painel nipo-americano formado por autoridades das Relações Exteriores e da Defesa vai se encontrar na quinta-feira, em resposta a preocupações públicas sobre a segurança da aeronave de transporte Osprey.

Ao anunciar isso à imprensa na terça-feira, o ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Koichiro Gemba, afirmou que o painel vai discutir como minimizar as preocupações a respeito do posicionamento da aeronave norte-americana de hélices basculantes no país.

Gemba afirmou que a principal aeronave militar no momento, o helicóptero CH-46, está ultrapassado depois de meio século de uso pelas forças armadas dos EUA.

Ele também disse que o posicionamento de aeronaves Osprey em Okinawa é importante para fortalecer o poder de dissuasão do Japão e garantir a segurança das ilhas localizadas a sudoeste do país.

O ministro japonês também afirmou que é importante garantir a segurança do uso da aeronave, ao mesmo tempo em que se mantém a defesa nacional.

Uma série de acidentes envolvendo aeronaves Osprey, incluindo duas colisões neste ano, deixaram os habitantes das áreas que estão na rota dos voos da aeronave no Japão preocupados.