quarta-feira, 11 de julho de 2012

Funcionários de usina nuclear sul-coreana são indiciados por suborno

A promotoria sul-coreana afirma que indiciou dezenas de altos funcionários de uma companhia estatal por aceitarem suborno em troca de favores comerciais.

A Repartição da Promotoria do Distrito de Ulsan disse, na terça-feira, que havia indiciado 22 funcionários da Companhia de Força Hidrelétrica e Nuclear da Coreia, juntamente com nove outros que trabalhavam como fornecedores ou intermediários. A promotoria disse que os subornos totalizaram cerca de 1,9 milhão de dólares.

Disseram ainda que os funcionários da usina nuclear da companhia em Gori, na região sul do país, receberam subornos em troca do fornecimento de material que não atendiam aos padrões de segurança.

A revelação desta corrupção sistemática que compromete a segurança nuclear poderá também solapar a confiança do público na Coreia do Sul no tocante à geração de energia nuclear.

Reator número 4 da usina nuclear japonesa em Ooi deverá ser reativado no dia 18 de julho

A companhia operadora da usina de energia nuclear de Ooi, situada na província de Fukui, na região central do Japão, declarou que almeja dar partida a um segundo reator da instalação na próxima quarta-feira.

A Companhia de Energia Elétrica de Kansai disse, na quarta-feira, que vai levantar as varetas de controle no reator número 4 no dia 18 de julho. O reator deverá então chegar a um estado de criticalidade na manhã seguinte, e começar então a gerar energia elétrica no dia 21 de julho. O reator vai chegar a uma capacidade total de produção de energia por volta do dia 25 de julho.

O reator número 3 da usina, que foi reativado no dia primeiro de julho, se tornou o primeiro reator a ser ativado para uma operação total no Japão desde o desastre de 11 de março do ano passado, ocorrido no leste do país, operando agora em plena capacidade desde a segunda-feira.

Novo partido japonês formado por ex-líder do situacionista tem como meta parar com aumento de impostos

Ichiro Ozawa, ex-líder do principal partido situacionista do Japão, o Democrata, e seus correligionários lançaram uma nova agremiação política.

Entre os 49 parlamentares tanto da Câmara Alta como da Baixa, do Parlamento, que tencionam se unir ao novo partido, Ozawa e 46 outros se reuniram para a cerimônia de formação do partido, na quarta-feira. Eles escolheram Ozawa como o líder do novo partido que tem como nome "Kokumin no Seikatsu ga Daiichi", cuja tradução literal seria "prioridade à vida do povo".

Num discurso para seus colegas, Ozawa disse que o partido terá como meta parar com um projeto de lei que prevê a elevação do imposto sobre consumo. Se aprovado, o imposto sobre consumo será elevado para 10% a partir de 2015.

Ozawa disse que o partido vai se basear no princípio de dar prioridade à vida do povo, em conformidade com o que foi expresso quando o Partido Democrata, três anos atrás, assumiu o poder que estava nas mãos do Partido Liberal Democrático, durante anos.

Na semana passada Ozawa e outros parlamentares entregaram seu pedido de demissão ao Partido Democrata. A mobilização surgiu depois que o projeto de lei para aumento do imposto de consumo foi aprovado na Câmara Baixa do Parlamento, no final do mês passado. As deliberações sobre o projeto, na Câmara Alta, tiveram início na quarta-feira.

Gemba pede que todas as partes respeitem o direito internacional em disputas territoriais

O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Koichiro Gemba, disse que as disputas territoriais no Mar da China Meridional deveriam ser resolvidas de acordo com o direito internacional. Além disso, de acordo com ele, as nações envolvidas nas disputas deveriam se abster de tomar medidas unilaterais.

Na quarta-feira, Gemba encontrou-se com ministros das Relações Exteriores dos 10 países-membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a Asean, na capital do Camboja, Phnom Penh. Ele fez comentários sobre as disputas territorias sobre ilhas no Mar da China Meridional, que envolvem países como a China, as Filipinas e o Vietnã.

Gemba disse que as disputas são matéria de preocupação para a comunidade internacional e têm uma relação direta com a paz e a segurança regionais. Ele acrescentou que a estabilidade no Mar da China Meridional possui grande importância para as atividades econômicas na região.

Gemba disse que o Japão possui uma política de não-interferência em assuntos relativos ao Mar da China Meridional. No entanto, ele acrescentou que as nações envolvidas deveriam respeitar convenções internacionais e basear as suas visões na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Japão e China não conseguem diminuir suas diferenças sobre a soberania das Ilhas Senkaku

Os chanceleres do Japão e da China não conseguiram diminuir suas diferenças referentes à soberania das Ilhas Senkaku, na região do Mar Oriental da China.

O ministro do Exterior do Japão, Koichiro Gemba manteve negociações com sua contraparte chinesa, Yang Jiechi, na capital do Camboja, Phnom Penh, na quarta-feira.

Gemba expressou o protesto do Japão no tocante à entrada de 3 barcos da patrulha chinesa que penetraram nas águas territoriais do Japão, nas proximidades das Ilhas Senkaku, na manhã de quarta-feira. A soberania destas ilhas é reivindicada tanto pela China como Taiwan.

O chanceler japonês mencionou que as ilhas fazem parte do território japonês e não existe nenhuma questão territorial quanto a esta situação. Ele acrescentou que uma administração pacífica e estável das ilhas é um aspecto importante.

Yang, por sua vez, teria manifestado oposição e teria insistido que as ilhas fazem parte do território chinês.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Governo japonês já lidou com mais de 20% dos destroços do desastre de 2011

O ministro japonês do Meio Ambiente, Goshi Hosono, disse que um quinto dos destroços decorrentes do terremoto e do tsunami de 11 de março de 2011 foram devidamente geridos.

O governo estabeleceu março de 2014 como meta final para completar o descarte dos destroços

Pesquisa revela que maioria da população deseja menos energia nuclear no Japão

Uma nova pesquisa da NHK revelou que 40% dos entrevistados apoiam um corte no nível de energia nuclear para 15% até 2030, em relação aos 26% de antes do acidente nuclear do ano passado.

A decisão recente do governo central do Japão de religar 2 reatores na usina nuclear de Ooi foi aprovada por 42% dos entrevistados. Cinquenta e dois por cento não aprovam o religamento.

A entrevista da NHK conduzida durante o final de semana obteve respostas de em torno de mil pessoas.